Quarta-feira, Maio 11, 2005

This will be our year, it took a long time to come...

Engraçado como pequenas tricas diárias fazem esquecer, ou melhor, remetem para canto escuro do meu cérebro, as alegrias que todos os dias tenho...

Como já escrevi aqui, parece-me que cada um de nós merece uma 2ª, 3ª, 4ª etc oportunidades na vida.

Às vezes difícil é perceber que essas oportunidades são diárias, na dança de dois passos à frente, um para trás, dois para a frente...

E assim se vai levando a vida, não é? Saltando obstáculos que pareciam intransponíveis, muros ou cavalos de batalha que não passam de meros moinhos, para se chegar à conclusão que a única coisa definitiva na vida é a morte...

E eu estou muito viva, muito mesmo, cada vez mais viva!!

Quarta-feira, Abril 20, 2005

fumo azul

Bom, não querendo ser mais papista que o papa, e não querendo tecer opiniões categóricas sobre o que não vi e nem ouvi, depois de ler tantos comentários de outros blogs sobre os comentários de Francisco Louçã, Mário Soares e outros sobre a eleição de Bento XVI, não me resta dizer mais que isto:

1. A posição da Igreja sobre o uso dos preservativos foi sempre a mesma, mesmo no tempo do Papa João Paulo II. Acontece que o problema da sida em África não pode ser apenas observado através das lentes dos dogmas da Igreja. Enquanto que nos países Europeus a Igreja Católica não tem, junto dos jovens, uma posição tão forte que os leve a não utilizar preservativos, a arriscar a própria vida por posições religiosas, é um facto que nos países subdesenvolvidos, com menos acesso à informação, este ainda é o cenário actual. E assim, ao invés de a Igreja ter uma posição clara, está a entrar em contradição: o importante é a vida do feto, ou mesmo a vida do feto que ainda não se começou a “fazer”, e não a vida de quem já existe e que quer fazer amor, ou não...

2. Achar que a Igreja Católica alguma vez vai ter uma posição diferente sobre questões como o aborto ou a eutanásia é não conhecer nem a base mais básica da religião Católica: que dá ou tira a vida é Deus.

3. Achar que a eleição de um Papa conhecido como conservador e (dizem) até retrógrado é um bom feito, e não dar argumentos, é não pensar, e achar que tudo o que a Igreja diz é bom porque foi a Igreja que disse.

Sou Católica, apostólica romana, acredito em Deus e na virgindade de Maria. Isso não quer dizer que não pense que uma Igreja feita por Homens pode errar, como erram os Homens.

Além disso, como bons católicos, que tal parar de pensar no Papa, e começar a pensar na miséria humana que existe no mundo? Lá porque não aparecem no telejornal da TVI, não quer dizer que não haja pessoas a sofrer no mundo. Isso sim, é ser bom Católico.

Terça-feira, Março 22, 2005

Começou bem, mas irritei-me, pronts pá!

Pois é...
Já não se trabalha neste espaço interactivo há mais de dois meses... Que tristeza...
Bom, não quer dizer que a criatividade tenha andado por baixo! Não! Muito pelo contrário! Mas não há é disponibilidade mental...

Para (re)começar: Parabéns atrasadíssimos ao hare! Uma vergonha, é o que é! Mas mais vale tarde que nunca... Espero...

De qualquer maneira, quero desde já declarar online: não votei no PS, nem no PSD. Mas estou muito contente com a mudança. Desde que tenha efectivamente havido uma qualquer mudança... Espero que sim, apesar de ter a estranha sensação que os ruling powers do país continuam a ser exactamente os mesmos, só mudou a cara que (supostamente) representa a vontade do povo... Povo, sim, nós somos O povo, quer gostemos quer não!
Por isso, não concebo como podem os ditos sociais democratas e popularuchos estar tão desfeitos com o actual governo... Ah! Já percebi! Perderam os tachos que tinham!! Silly me...
Bom, brincadeiras à parte, espero que pelo menos o novo governo cumpra as promessas que fez, relativas às ditas grandes questões, já que sempre achei que governos de esquerda e finanças... Digamos que é pedir a um miúdo de 15 anos para dissertar sobre o efeito da greve dos chapeleiros na bolsa londrina no segundo semestre de 1887 – as a matter of fact, é como pedir a qualquer ser humano relativamente normal para dissertar sobre esse tema...

Continuando, estou muito preocupada com a afamada falta de água! É que já estou a imaginar o bando de patos bravos que vai passar Julho a lavar os audis e mercedes cor de nada para irem bonitinhos para o parque de campismo da Caparica – não desfazendo o parque, deve ser giríssimo! E os tios cascaenses - e não só - a regar a relva e a lavar os labradores para irem para o Guincho mostrar as suas aptidões surfistas...

NÃO HÁ ÁGUA! POUPEM! É tão simples como isso!! Mas por favor, continue-se a tomar duche todos os dias, ou dia sim dia não, conforme os hábitos de cada um!!

Casos da actualidade: o assassinato dos dois polícias. Desde já, os meus sentimentos às respectivas famílias. Controvérsias à parte, perderam-se duas vidas, jovens, trabalhadores e dedicados. Não devemos perder tempo a atribuir culpas, mas...
A culpa não é só de quem atirou! É de quem acha que não há problemas de droga e de inserção social no nosso país, de quem acha que a metadona é a cura, de quem não se choca com jovens de 15, 16 anos ou menos a roubar, a injectar, a violar, a prostituir! É de quem deixou a moral, a consciência e o bom senso do país ir por água abaixo!!
É de cada um de nós, filhos de papá ou de mamã, ou nem por isso, que achamos que a vida é feita de mel e cenários cor de rosa, e tapamos os olhos às agruras do mundo como não fazendo parte do nosso país, da nossa cidade, do nosso bairro. É do medo, da indiferença, da solidão.

Falando nisso, imaginem: escala na PSP de Lisboa, onde há televisão na salinha dos advogados. Que programa deu? Um debate sobre o combate à toxicodependencia em Portugal! Tantos disparates se disseram... O melhor foi a conclusão brilhante de, se havia camas vagas nos centros de apoio, era porque o consumo tinha diminuído!! ACHO QUE SIM!! Acho mais, acho que os doutos doutores de medicina e de direito, começando por mim, deviam passar mais tempo em escalas, em tribunais e esquadras da capital, sobrelotados de adolescentes e não só viciados em todos os vícios que este mundo tem para oferecer, sem esperanças nem escapes, pois o melhor que se lhes oferece é a volta ao ghetto, para casas – se as tiverem – podres e famílias com fome!!! BANDO DE CHARLATÕES E CHARLATONAS!
Desculpem, mas é um assunto que me irrita de cada vez que penso nisso!!

Mas ainda tenho fé, fé que tudo melhore, fé que o que é mau passe e o que é bom dure, fé que as coisas melhorem para todos.

Domingo, Janeiro 09, 2005

no title

Acredito em várias coisas. Acredito na família, acredito no poder de um sorriso, de um dia de sol na praia, acredito na inevitabilidade do bem.

Agora acredito em ti. Na possibilidade absolutamente provável de nós, de construirmos algo, ambos os dois mutuamente.

Acredito na absoluta irreversibilidade do que sinto. Acredito no esplendor de sentir sem restrições, sem limitações, sem pés atrás e sem medo.

Acredito que tudo faz sentido. Que há um objectivo maior, quiçá um desígnio divino nas escolhas que se nos deparam, que o caminho traçado por nós tem como destino o que sempre procurámos.

Acredito na avassaladora possibilidade de ter encontrado tudo o que sempre procurei, meu porto seguro, minha montanha russa.

Acredito que posso sentir, que sei sentir. Sem pensar em porque sinto, como sinto, o que sinto. Acordaste com o teu toque filamentos adormecidos com ligação directo ao core de mim mesma.

Sábado, Janeiro 08, 2005

Não escrevo há alguns dias, e hoje apetece-me dissertar sobre Coisa Nenhuma. É um tema cobarde, abstracto, permite-me falar sem dizer nada "e coisa e tal"... Mas é mesmo assim!
Coisa nenhuma é importantíssima! Assim dito, ou se depreende que nenhuma (coisa) o é, qual manifesto anti-consumista, ou antes pelo contrário, que coisa-nenhuma, essa entidade, é de facto importante. No fundo, todos deviamos ter uma. Essa coisa, nenhuma, de que falo, foi já objecto de destaque em vários artigos, jornais, etc, como se devem lembrar. Quantas vezes, meus amigos, acabámos de ler ou ouvir alguém e só no final percebemos que o prelector falou de nada, ou, menos mal, falou de coisa pouca, quase mesmo coisa nenhuma. É, assim, algo presente em todo o lado, principalmente nos meios onde se diz tudo e mais alguma coisa. Especialmente mais alguma coisa. Muitas vezes, nenhuma. Ou nada. De jeito.
Mas não tapemos o Sol com uma peneira. Foi da discussão deste tema que nasceram ciencias inteiras, como a Filosofia, a Futebologia, e quiçá a Política. Mais recentemente, o conceito de Coisa Nenhuma (agora com maiusculas) foi sobejamente aproveitado por reality shows, com condes e animais dizendo, por coisa nenhuma, mal de tudo e mais alguma coisa, e ganhando mais do que tudo isso para serem vistos por quem coisa nenhuma vai pensando da sua vida, mais vale ver a dos outros.
Assim sendo, e antes que comece a praticar o tema desta conversa de productividade nula, fiquem bem, e façam no mínimo pouco, mas sempre alguma coisa. É que começar é meio caminha andado. Idealmente não para nenhuma coisa, claro.

Quarta-feira, Dezembro 29, 2004

meu caro amigo,

Primeiro pensamento de dia 29 de Dezembro: está um frio de rachar... Doem-me os ossos, as costas, as pernas, o nariz...

Tenho também de dizer que não vou sequer comentar o último post do meu partner in crime, porque qualquer comentário já vem tarde.

Estou cheia de trabalho, nesta altura festiva em que fiz 25 anos!! Um quarto de século!! Sinto-me Grande, Adulta, Mulher! E não é nada o bicho de sete cabeças que as minhas amigas andavam a dizer. De facto continuo a achar que as mulheres tornam-se mais interessantes mais velhas. As de vinte e poucos, viveram pouco, ainda têm muitas inseguranças etc. Ach que a partir de uma certa idade a vida torna-se tão complicada e demanding que de facto a única hipótese é andar para a frente, cabeça erguida, sorriso na cara, da melhor maneira que se conseguir.
Concluindo, estou a começar a estar... bem contente, em paz, e começo a pensar que talvez, todos nós, temos segundas, terceiras, quartas, quintas etc oportunidades.

Um grande abraço da vossa amiga,

guru

BOM ANO!

P.S. Estou sem computador em casa, e não me apetece erscrever do escritório, daí a demora... Mas já estava com saudades. Espero que o Natal tenha sido bom, o meu foi bom e surreal, é sempre um pouco.


Quinta-feira, Dezembro 16, 2004

by Fernando Pessoa

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Curtas

Curtas. Rapidinhas. Ouvindo, por acaso hoje, Manu Chau, lembrei-me de certa filosofia...
No meio de todo o machismo do mundo (com alguns panascas no meio, essa imensa minoria), há algo que as mulheres conseguiram, e na perfeição, orientar. O sexo. Não o quanto, não o com quem. Não o sentimento à volta dele. Mas o COMO ele deve ser feito. Ele DEVE ser lento. Ele DEVE ser feroz, mas com carinho. Ele DEVE ter muitos preliminares. Ele TAMBÉM deve ser aberto a "instrumentos". Tu isso é moda. Mas acima de tudo, homem que se preze TEM de dar (um-dois-muitos) orgasmos à mulher. Orgasmos multiplos. Isso. Está escrito em todo o lado. Honestamente, quando tropecei nesse fenomeno, foi por acaso, e sem duvida nenhuma depende mais da felicidade da mulher (que, por acaso ou genética, os consegue ter) do que da minha "super-macho" habilidade.
Sinceramente ainda bem. Ainda bem que para variar a "moda" das Maria, Ragazza, Marie-Claire e afins caiu em cima da moda das Men Health, Maxmen e até Playboy. É moda um homem afincar-se nesse "trabalho", tem de ser, senão nada do que a miuda ou ele proprio leia por aí será concretizado. Chato, não é? Toda a gente a escrever sobre esse brinquedo maravilhoso, e nós a usá-lo sem pilhas...
Mas o que é mesmo engraçado, é que a tendência masculina (aquela egoísta, do com-pressa, do bebado, e não a tal actual) é, ou foi, EVOLUTIVAMENTE VANTAJOSA! Giro, não? Como dizia um Prof de Sexologia: "não é o homem que tem o orgasmo cedo demais, é a mulher que o tem tarde demais" (isso, machistas "à-antiga", rejubilem). Segundo ele, era a dormir e a f@der que o homem estava mais vulneravel aos seus inimigos. Ejacular rápido era garantia de espalhar genes mais depressa com menos perigo...
Concluindo, homens, tendes razão se de vez em quando fordes egoístas, esta-vos no sangue (e não é por isso que são misógenos).
Mulheres, parabens por terem criado em 50 anos uma sociedade que enaltece o sexo como voces gostam, contra 5000 anos de hábito. Ainda não percebi como o fizeram, mas é fantástico.

PS: A minha alegria é que como trunfo o homem ainda conseguiu que sexo oral também ficasse moda, e há muitas queridas que se vão esforçando. Digam lá se há coisa melhor que um br...